Justin Young, do Vaccines: "Rihanna é tão importante quanto o Radiohead"
Young falou sobre Rihanna em uma entrevista à revista NME. O vocalista do Vaccines acredita que as pessoas querem intelectualizar a música excessivamente, mas deve haver espaço para tudo, inclusive o pop comercial. “Rihanna é tão importante quanto o Radiohead”, afirmou.
Como a musa
de Barbados e a banda do Thom Yorke atendem a demandas diferentes,
Young acha que os dois tem relevância para diversificar a indústria.
“Eles servem a propostas diferentes, mas nenhum é mais importante que o
outro”, explicou.
A declaração, portanto, contraria o que o guitarrista da
banda, Freddie Cowan, disse em agosto. Para Cowan, Rihanna sequer pode
ser considerada uma artista e é, na verdade, a fachada para um time grande de compositores, produtores e redatores.
Após 'Amanhecer – Parte 2', fãs já se dizem saudosos da saga 'Crepúsculo'
G1 acompanhou nesta quarta pré-estreia em SP do último filme da franquia. Estreia oficial do capítulo final acontece nesta quinta-feira (15).
De um lado, a felicidade, o alívio e o fim da ansiedade. Do outro, a
tristeza e a nostalgia precoce. Eram conflitantes os sentimentos dos fãs
de “Crepúsculo” ouvidos pelo G1 ao término da
pré-estreia de “Amanhecer – Parte 2”, quinto e derradeiro filme da saga.
A distribuidora nacional do longa promoveu exibições prévias em dois
shoppings de São Paulo. Num deles, as seis salas reservadas se A mostraram
insuficientes – foi preciso providenciar três sessões adicionais.
universitária Clara , na pré-estreia de 'Amanhecer
- Parte 2' (Foto ao lado: Cauê Muraro/G1)
A universitária Clara Helena de Paula Braga, 21, que antesde ver o filme se mostrava disposta a ceder lugar a uma nova geração de fãs,
estava entusiasmada com o que tinha acabado de ver. “Eu não vou
esquecer, porque terminou no auge. Foi lindo, o final perfeito!”,
comentou. Ela, que antes da sessão insinuava que o passar dos anos havia
reduzido sua admiração pela história, terminou por assumir: “Arrepiou
tudo. Eu não sou menininha de 15 anos, mas, sei lá, nessas horas a gente
vira criança. Agora posso respirar”.
Também ouvida pelo G1 antes da sessão, a empresária
Emiliana Vieira, 40, fã de “Crepúsculo”, demonstrava bastante euforia e
esperança de que a história ganhe algum tipo de sobrevida. "Tem umas
coisas que não estão no livro”, observou sobre “Amanhecer – Parte 2”.
Para ela, são boas as liberdades que os responsáveis pelo filme tiveram
com relação ao seu material de origem, os best-sellers escritos por Stephenie Meyer. Emiliana acrescenta: “É um dos poucos filmes que, comparando com o livro, não me decepcionaram”.
Ao lado dela, o marido, Ricardo Alexandre Ferreira, 37, comenta que
teve algumas preocupações durante a sessão. “Teve uma hora em que tive
de soltar a mão dela, de tanto que ela batia [na poltrona]. O pessoal
ficava olhando...” Ele lamentou, ainda, a "solução" que os roteiristas
deram para a batalha do clímax de "Amanhecer – Parte 2". É uma sequência
de cenas que oferecem uma violência jamais vista nos quatro filmes
anteriores.
Ao se lembrar desses instantes, Vitória Soares Santos, 12, chora – ela
segue em prantos meia hora após deixar a sala. Acompanhada da mãe,
Andreia Faria, 36, que se diz saudosa e "chateada", a garota mal
consegue falar. Dentre as raras questões que consegue responder, conta
que assistiu no cinema a todos os capítulos da franquia – o primeiro
entrou em cartaz em 2008. Mas basta que Andreia pontue alguma passagem
específica do filme, para então Vitória reiniciar o choro. “Teve uma
parte em que eu queria tirá-la da sala”, comenta a mãe. “Pra mim, ela
estava passando mal.”
Não estava, aparentemente. Assim como boa parcela dos presentes à
pré-estreia. Muitos estavam mais para curiosos do que para fanáticos
pela trama romântica protagonizada pela destemida adolescente Bella
(Kristen Stewart) e pelo vampiro com jeito de príncipe encantado Edward
(Robert Pattinson). Era gente que, tendo ganhado o convite, resolveu
conferir o desfecho da cinessérie.
Bernabé Marques, 74, deixou a sala do cinema disparando elogios ao que
acabara de assistir: “Muito legal, muito legal”. Sua esposa, Aida Matos
Marques, arriscou elaborar mais a avaliação. “Fiquei com medo, mas
gostei. Tenho medo dessas coisas de assombração”, justificou, para logo
em seguida ser corrigida por Eliane, uma das duas filhas adultas: “É
vampiro! (risos)”. “Isso, tenho medo de vampiro”, comentou
Aida, antes de informar que seu casamento com Bernabé, embora distante
das possibilidades eternas dos vampiros, já dura 49 anos.
As
irmãs Silvana e Eliane Matos Marques acompanhadas dos pais, Bernabé
Marques, 74, e Aida, na pré-estreia de 'Amanhecer - Parte 2', num
shopping de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)
‘Amanhecer - Parte 2’ é o
melhor da saga, diz imprensa estrangeira
Jornalistas destacam atitude de Bella após a
transformação. “Nasci para ser vampira”
Kristen
Stewart em cena de "Amanhecer - Parte 2" Reprodução
RIO -
Chegou o dia. Às 21h desta quarta-feira, os fãs da saga “Crepúsculo” lotarão as
sessões da pré-estreia de “Amanhecer - Parte 2” para assistir ao desfecho da
série no cinema que arrecadou mais de US$ 2,5 bilhões com seus quatro primeiros
filmes. Ao redor do mundo, diversos críticos já viram o longa dirigido por Bill
Condon. Os textos, que destacam a postura de Bella como vampira (o jeitinho de
menina indefesa ficou no passado), só fazem aumentar a expectativa de quem não
vê a hora de estar no cinema.
“Levada
para correr na floresta pelo seu marido, Edward Cullen, ela se delicia com a
velocidade recém-adquirida, a intensa energia e os outros superpoderes”,
escreveu Todd McCarthy, do “Hollywood Reporter”, que considerou esta a melhor
produção da série. “Quando Edward diz que ‘precisamos controlar sua sede’,
Bella manifesta uma vontade de escalar a montanha, mas se conforma em beber o
sangue de um leão da montanha como a primeira refeição da sua nova e restrita
dieta. E uma vez que ela experimenta toda a intensidade da vida como vampira,
Bella se sente plena em sua nova vida. ‘Eu nasci para ser uma vampira’,
proclama”.
O
jornalista Baz Bamigboye, do “Daily Mail”, afirma que não gostou dos outros
quatro filmes, mas elogiou o capítulo final. “Os outros filmes foram malfeitas
e tiveram péssimas atuações (...). Mas de alguma foram o último filme tem
coisas a dizer sobre amor, amizade e lealdade”. Já o crítico Justin Chang, da
revista “Variety”, afirmou: “Com Bella renascida como uma mãe vampira que bebe
sangue e dá surras nos rivais, o filme de Condon é facilmente o mais excitante
e cheio de acontecimentos de toda a franquia.