segunda-feira, agosto 30, 2010

Festival de Crônicas!!!!!!!!!

Verônica a Noiva Fantasma

Sua beleza deixava qualquer homem de boca aberta por onde ela passava. As garotas da cidade em que vivia, tinham uma grande inveja dela, a garota tinha um cabelo macio, brilhante, encaracolado de um ruivo tão intenso que tinha quase a cor do sangue, que combinava com seu lindo rosto branco mais não pálido, as maçãs de seu rosto era rosado como de uma criança, seus olhos era de um verde deslumbrante como a esmeralda, era tão lindo que você se perdia só de olhar. Todos os homens da cidade a cobiçavam e ela ficava feliz com isso.
Ela era filha única de seus pais. Os seus pais eram donos de um hotel de luxo o mais concorrido da cidade e o segundo melhor do estado. A garota tinha de tudo o que queria, estudava no melhor colégio, tinha as melhores roupas, sapatos e jóias, mais...algo lhe faltava, apesar de ser nova, ela ansiava para chegar esse dia em que ia conhecer um rapaz que seria o homem de sua vida, teriam filhos lindos e uma vida de luxo. Era o que a garota sempre sonhava.
Certo dia resolveu ir com seu pai ao banco, para depositar um dinheiro na conta, eles tinham empregados de confiança para fazer isso, mas seu a informou que queria visitar um velho amigo, o dono do banco.
Chegando lá, depositaram o dinheiro e depois subiram para o último andar, pois ficava o escritório do amigo de seu pai. Os dois conversaram sobre como eles eram quando estudavam no colegial, lembrando de seus outros velhos amigos e quando surgiam uma pergunta direcionada a ela, Verônica só fazia assentir.
A longa conversa foi interrompida quando alguém bateu na porta, quem havia batido na porta era seu filho, o filho do dono do banco. Então o dono apresentou seu filho, dizendo que em algumas semanas seu filho tomaria a posse da presidência do banco, enquanto ele apresentava o Dave seu filho, a garota estava paralisada deslumbrando com a boca semi aberta, a beleza do rapaz, os olhos de Verônica brilhavam como se tivesse adorando deuses. O rapaz repetia a mesma expressão de fascínio.
O jovem era alto e bonito, tinha olhos castanhos claros, seu cabelo era de um louro escuro, seu cabelo não era muito curto mais desgrenhado, sua pele era de cor rosa tão clara que parecia branca e entrava em harmonia com seus lábios avermelhados. Eles se olharam por um tempo até que a moça corou e abaixou sua cabeça para se recompor, segura levantou sua cabeça novamente para ele, mais suas forças faleceram quando ele abriu um sorriso perfeito com os dentes brilhantes, depois se apresentaram-se educadamente um para o outro.
Voltando para casa com seu pai, a garota estava muito pensativa e um pouco desnorteada com o que acontecera com ela naquele escritório.
Desde desse dia, começaram a sair juntos para se conhecerem melhor, em menos de três semanas estavam namorando e menos de dois meses estavam noivos, suas famílias os apoiavam, já a cidade os criticavam por se casarem muito jovens e diziam que isso não ia acabar bem.
Faltavam apenas dois dias antes de seu casamento, ela foi a costureira para dar os últimos ajustes no seu vestido de casamento. Seu vestido era incrivelmente lindo, um vestido longo e branco, com vários cristais que caiam desde seu quadril e alguns terminava nas pontas de seu vestido, seu véu era muito longo, escolhera uma tiara que era coberta de uma ponta a outra de cristais misturados com algumas esmeraldas, só para combinar com seus lindos olhos.
Nesse dia fazia muito frio, mais ela não havia percebido que o tempo mudara radicalmente, pois estava ocupada ajustando seu vestido. Estava nevando bastante, a rua estava coberta de neve e totalmente deserta não havia ninguém fora de suas casas. Então ela saiu de lá já preocupada com o seu casamento, ela estava com medo de o clima piorar e se prolongar até o dia de seu casamento.
Faltavam apenas duas quadras para a sua casa, quando Verônica avistou no meio do caminho um bar o único lugar que estava aberto, a garota teve receio de passar em frente do bar, então atravessou para o outro lado da rua.
De repente seis caras todos bem vestidos, saíram do bar, os seis rapazes estavam completamente embriagados, dentre eles dois ainda estavam segurando garrafas de cervejas, um deles bebia como água.
Verônica estava a uns três metros de distancia quando alguém a chamou:
- Verônica! – Ela num átimo ficou paralisada, pois conhecia aquela voz que vinha dentre o seis rapazes.
- Dave...? – Foi só o que a garota conseguiu dizer. Dave andou na direção de Verônica.
- O que você estava fazendo? – Perguntou Verônica assim que Dave se aproximou dela. Ele estava com seus olhos completamente vermelhos de tanto beber.
- Festinha de despedida de solteiro – disse ele – e você e meu presente!
Dave a agarrou no meio da rua. Verônica o empurrou, ele tropeçou, mas não caiu, ela saiu dali correndo e pedindo ajuda, mas ninguém socorria a pobre moça.
Dave e seus cinco amigos a alcançaram e cercaram-na. Dave fez outra tentativa a agarrou e a beijou ferozmente, ele começou a rasgar as roupas de Verônica, quando ela o empurrou novamente e dando um tapa bem seguro no rosto dele. Dave se descontrolou e deu um soco no rosto de Verônica, ela caiu no chão batendo sua coluna no meio-fio, Verônica gemeu e depois gritou quando ele a pegou pelos cabelos. Os amigos de Dave estavam encostados em um carro, apenas dando gargalhadas e observando o que Dave fazia com a sua própria noiva.
- Não para Dave! Por favor, pare! – Gritava desesperada a garota.
Sem ligar para ela, ele continuou a dar socos e mais socos nela, desfigurando seu rosto totalmente, ela caiu de novo no chão, dessa vez ele a não pegou pelos cabelos, apenas começou a dar chutes na barriga de Verônica, a garota ficou desaguentada no chão. Dave e seus amigos saíram da cena do crime dando risadas. Ela não estava morta, mas acabou morrendo pintando a neve de vermelho.
- Quero vingança... Vingança... Vingança... –Disse ela enquanto morria, e foram suas últimas palavras.
Um ano se passou após a morte dela. Dave ficou quase louco, sabendo que seus amigos estavam morrendo no hospital, eles estavam em estado grave por causa de um acidente de carro, o qual ele não estava, ele achava que foi a Verônica que fez de alguma forma, só para se vingar esse acidente econtecer. Todos os seus amigos não resistiram, ele quase não se recuperou.
Dave tinha melhorado depois de alguns meses, então resolveu sair com seu carro a noite, ele passou sem querer, na mesma rua onde ele matou Verônica. A rua estava deserta e completamente coberta por uma nevoa bastante densa, não havia ninguém na rua, ele parou no semáforo, quando de repente Dave escutou alguém sussurrando seu nome:
- Dave... Dave... – Dave rapidamente ficou rígido em seu carro, com sua expressão congelada de medo. Até que ele reconheceu a voz que sussurrava. Era de Verônica.
Dave saiu daquela rua chutado com seu carro, desesperado dobrou na primeira esquina à direita que ele viu.
No piscar de olhos a três metros de distância, Dave avistou verônica.
Verônica estava com um vestido branco, provavelmente fora longo, pois estava rasgado a cima de seu joelho, o vestido tinhas manchas de sangue, sua boca estava também manchada de sangue, mesmo assim Verônica continuava bonita, apesar de suas lindas bochechas rosadas terem sumido, seus olhos estavam em chamas de tanto ódio e sede de vingança.
Dave acelerou seu carro e sem ter piedade, passou o carro por cima dela. Ele ficou pasmo quando não ouviu som algum abaixo de seu carro.
Mais rápido que os olhos possam captar e mais rápido que o vento, Verônica estava dentro do carro de Dave.
- Verônica! – Gritou Dave.
- Isso mesmo... vamos dar uma voltinha!
Verônica fez o carro de Dave rodar a cidade toda, depois o levou para uma estrada que ao fim dela existia um grande abismo.
- Não!!! – Foi o último grito que Dave dera naquela noite, pois seu carro explodiu e dilacerou-se em grandes e pequenos pedaços. Dave morreu.
Verônica saiu dali dando várias risadas, depois de uma certa distância ela desapareceu. Anos se passaram após a porte dele, e Verônica nunca mas voltou.a cidade tinha razão “isso não vai dar certo, se casar tão cedo...’’
Por imprudência da garota, ela não teve um final feliz, pois estava cega de amor e não soube ver o verdadeiro Dave.
Então antes de tudo, devemos pensar duas vezes para não acontecer o pior.


Autor:Frank Ribeiro

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